Compra de produtos piratas afeta a economia do país

O comércio ilegal de produtos piratas pode parecer vantajoso para o bolso à primeira vista, mas acaba custando caro para o Brasil. Se todos deixassem de comprar produtos piratas, contrabandeados ou de sonegadores, sobrariam para o país mais de R$ 100 bilhões em impostos por ano, segundo o Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial (Etco). Toda essa quantia poderia ser empregada em outras áreas que necessitam de investimentos e que poderiam beneficiar toda a sociedade, como habitação, educação ou saúde pública. Somente 10% desse valor perdido com a prática de comércio ilegal seria suficiente para custear boa parte do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil.

 

Muitas vezes, os produtores de materiais falsificados empregam seus funcionários em condições insalubres e não pagam seus direitos. Assim, se aproveitam dessa situação para vender os produtos a preços mais baixos, praticando a concorrência desleal.

 

O comércio ilegal acaba alimentando também o crime organizado, a corrupção e a violência, já que, muitas vezes, por trás de produtos contrabandeados estão organizações criminosas que roubam mercadorias, tornando o problema não só econômico e trabalhista, mas também de segurança pública.

 

Não é difícil identificar um produto pirata, pois eles têm o preço bem abaixo do praticado no mercado. A pirataria no Brasil atinge não só os CDs e DVDs, mas também brinquedos, equipamentos de informática, bebidas, combustíveis, óculos de sol e até medicamentos, de acordo com dados da Polícia Rodoviária Federal.

 

No setor de pilhas, por exemplo, do 1,2 bilhão de pilhas de uso doméstico em circulação no país, cerca de 400 milhões são piratas, ou seja, um terço do mercado. Toda a cadeia sai perdendo: as empresas, que perdem mercado e deixam de gerar emprego; o governo e a sociedade, que deixam de dispor e usufruir do dinheiro dos impostos; o consumidor, que adquire um produto de qualidade bem inferior e o meio ambiente, uma vez que as pilhas piratas – assim como outros produtos da mesma origem, como brinquedos e medicamentos -, não atendem às normas brasileiras de respeito à saúde e ao meio ambiente.

 

Uma maneira eficiente de coibir o comércio ilegal é pedir nota fiscal ao efetuar compras ou contratar serviços. A nota fiscal é o comprovante de que houve o ato comercial (compra e venda) e que irá constar da prestação de contas da empresa.

 

Fonte: akatu.org.br

By | 2018-12-05T08:32:22-02:00 dezembro 28th, 2018|Dicas|